
RESTRIÇÃO
O núcleo deste fetiche é a excitação proveniente da limitação voluntária da liberdade e do controle corporal. O prazer está na experiência de vulnerabilidade, entrega e confiança, bem como na estética e nas sensações únicas provocadas pela imobilização.
Bondade de Cordas (Shibari/Kinbaku):
A arte japonesa de amarrar. Vai além da imobilização, focando na estética, no padrão intricado das cordas, no contraste com a pele e no processo meditativo de amarrar.
Bondade Rígida:
Uso de materiais sólidos para restringir o movimento de forma mais severa e impessoal.
Exemplos: Algemas de metal, correntes, cintas de couro, grades de contenção.
Bondade de Contenção e Confinamento:
Foco na restrição do corpo em um espaço, e não apenas com materiais.
Exemplos: Gaiolas, caixas, celas, sacos de contenção, armários.
Bondade Sensorial (Privação Sensorial):
Restrição ou remoção de um ou mais sentidos para amplificar os outros e a sensação de vulnerabilidade.
Exemplos: Vendas (visão), tampões de ouvido (audição), hoods ou capuzes (visão e audição), luvas (tato).
Bondade por Peso e Imobilização:
A sensação de ser imobilizado por peso, criando uma restrição que é tanto física quanto psicológica.
Exemplos: Esteiras pesadas, cobertores ponderados, pessoas sentando/se deitando em cima.
Bondade Móvel / Suspensão:
Formas avançadas de restrição que envolvem tirar o corpo do chão.
Exemplos: Bondage parcial (pernas suspensas) ou suspensão total do corpo.
Restrições de Movimento Livre:
Permitir locomoção, mas limitando a forma como é feita.
Exemplos: Colar de cão com coleira, mãos algemadas nas costas, pernas amarradas para andar de joelhos.
Restrições Verbais:
Imposição de limites à fala, criando uma hierarquia clara e aumentando a submissão.
Exemplos: Proibição de falar sem permissão, uso de mordaças (de bola, de fita), obrigação de usar títulos de respeito.
A Essência: O fetiche por restrições é, em última análise, sobre confiança e entrega. A pessoa restrita entrega seu controle físico ao parceiro, e a pessoa que restringe assume a responsabilidade pelo seu bem-estar. A imobilidade força um foco intenso nas sensações e no momento presente, podendo induzir estados meditativos ou de grande êxtase.